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Jornal da Globo chega à beira do precipício ao mentir

In Dishumor Total on 30/10/2009 at 15:53

Pelo navegante Laet Luis Gaspar Meneses Lima de Oliveira no Conversa Afiada

Assistir à Globo é um ato sado-masoquista. O PIG faz força pra chamar a atenção, ranzinza, negativo, falando só de desgraças e chateações e o pior, mentindo descaradamente. Mas só consegue se distanciar do povo. Quem consegue ficar ao lado de alguém assim? Ainda mais arrogante e sem a mínima autocrítica?

Nesta noite o Jornal da Globo chamou seus fuzileiros de plantão e calamitosamente decretou o fim do Mercosul. Arnaldo Jabor diz que Mercosul já é uma droga, imagina agora com a entrada da Venezuela. Sardenberg diz que Governo americano gasta muito melhor do que o brasileiro. Provou que o Brasil, pais que melhor enfrentou a crise, foi o que fez a pior campanha no mundo com relação aos gastos públicos. Deduz-se que o resultado avesso as suas teses é porque tivemos sorte e Deus é brasileiro. A Globo utiliza o esquema da “pirâmide invertida”, aonde a informação mais importante vem na manchete, depois se preenche a matéria com as informações (teoricamente) menos importantes. Rompendo com a hierarquia da informação, inaugurou um novo estilo jornalístico: “O Hitchcock às avessas”, criando um filme de terror visto de traz pra frente. Lançam o pânico no primeiro instante do jornal, com uma mentira ou informação distorcida que não tem valor algum em relação à verdade. Assustam e causam náuseas, para aturdir e desestimular a audiência. E vão aos poucos diminuindo a dose, para se desmentir se possível, de forma sutil ao final do jornal, terminando por desejar uma boa noite com um cínico sorriso de quem está querendo dizer “se você ainda for capaz”. Melhor seria terminar ao estilo Jack Palance: “Acredite, se puder…”.

Entre o país da esperança e o país do desespero

In Dishumor Total on 22/09/2009 at 14:17

Estou retornando de uma longa viagem. Uma viagem que fiz ao país da esperança. Agora, cá estou eu, novamente no país do desespero. Um país que em breve decidirá novamente seu futuro. O que poucos sabem é que jornalões e emissoras corruptas já fizeram a escolha por eles. Porém, a voz do povo está ganhando espaço na mídia mais livre de todas e a qual condenará os atuais órgãos dessa imprensa suja e que torce contra seu povo. Institutos ligados aos jornais divulgam pesquisas compradas, os jornais transformam o belo em podre e o podre em belo. Enquanto os avanços desse país são reconhecidos todos os dias pela imprensa internacional, nossa própria imprensa bate forte, pois seus interesses estão intimamente relacionados à intenção de manter as pessoas na miséria, enquanto enchem seus bolsos com a “boa vontade” de governantes corruptos. Lincham diariamente empresas que são orgulho nacional, pois querem fazer com que o povo acredite que nas mãos de magnatas do mercado financeiro estas serão mais produtivas. Há tempos atrás, o descontrole privatizante de 8 anos do governo de Fernando Henrique Cardoso mostrou que não poderiam estar mais errados. Junto com sua horda de ratos ele vendeu metade do país. A outra metade, pelas mãos da imprensa, pode acabar nas mãos de José Serra, que não tem outro objetivo a não ser o de acabar com o desmonte do país e enriquecer os que já são podres de rico. Olhe para São Paulo! Não pela lente da Rede Globo, que dispensa enorme energia em esconder a real situação do estado mais rico do país. A polícia foi desmontada, a insegurança reina nas esquinas e o governo autoriza invasões em favelas que mais lembram os confrontos do Oriente Médio. Em breve, José Serra irá terceirizar a saúde pública de todo estado. Aos que já esperam atendimento médico nas imensas filas poderão esperar só pela morte. Serão punidos por um governo que não acredita que pobres sejam humanos. São culpados, os migrantes, que ele não quis chamar de nordestinos, pelo desempenho ridículo das escolas e universidades do estado. Em nenhum momento pensou na sua política que entregou às grandes editoras racistas, até mesmo, a responsabilidade pelo material didático de nossas escolas. Quando era hora de negociar com estudantes, o governo resolveu na porrada, como foi o caso na USP. Quando era hora de negociar com policiais, o governo resolveu na porrada. Quando era hora de negociar com os pobres, o governo resolveu na porrada. Mas quando a cidade foi literalmente sitiada por quadrilhas de traficantes e assassinos, o governo se abriu para o debate e negociou, com os únicos com quem não deveria negociar. O PSDB de São Paulo, FHC, José Serra, Geraldo Alckmin e outros frutos desse ventre desmantelaram o nosso estado. Agora, querem o mesmo para o Brasil. Em 2010, escolha bem o seu candidato. Vote com a sua consciência limpa, mesmo que seja para eleger um analfabeto, um desdentado, uma anta ou um miserável. Peço somente que não eleja um corrupto. Em breve, teremos a oportunidade de escolher novamente entre o país da esperança ou o país do desespero.

A voz da tela é a voz ignorante de Deus

In Dishumor Total on 14/08/2009 at 21:49

Moro em um país estranho. Por aqui todo mundo é meio inerte. Quando um político corrupto aparece na tela todo mundo começa a protestar. Mas ninguém conhece nenhum outro dos milhares de políticos corruptos que mandam por aqui. Se você perguntar aos manifestantes o nome de cinco políticos eleitos não saberão responder. Só conhecem o nome daquele que apareceu ontem na tela. Acham um absurdo ele ainda continuar no cargo. Mas tudo bem. Na semana que vem irão esquecê-lo. Todos estarão preocupados com outro assunto. Qualquer um escolhido pela próxima tela. Há muito tempo esqueceram que todo corrupto que lá está foi eleito por eles mesmos. Por mais de décadas são os mesmos nomes, os mesmos safados, que no ano que vem serão eleitos novamente. Por aqui é assim: engole-se a corrupção diariamente, de hora em hora. Mas nos pronunciamos firmemente quando assim manda a tela. Os que protestam acreditam estar fazendo o bem. Mal sabem quão indiferentes são. Estão a cumprir o papel para o qual foram nomeados: porta-vozes da desinformação. Dizem por aí que a voz de Deus é a voz do povo. Mas por aqui a voz que se ouve é a da tela. A voz do povo? Deve ter ficado por aí, em algum copo de cachaça.