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A gestão porca e fraudulenta de Jose Serra em São Paulo

In Dishumor Total on 09/02/2010 at 18:13

Todos sabem o quanto o Brasileiro é paciente. Na maior parte de nossa história, fomos mais do que pacientes, fomos inertes. Engolimos diariamente a corrupção, a ganância e o descaso das autoridades com a vida dos mais pobres. Esta semana um grupo de pessoas decidiu mudar esta situação. São moradores do Jardim Romano. Um bairro pobre, à beira do Rio Tietê. Depois de viver o drama de perder tudo e de ter suas casas alagadas por mais de dois meses, essas pessoas decidiram exercer um direito básico, garantido pela constituição a qualquer cidadão deste país. Decidiram reclamar com os governantes que elegeram, neste caso, o Governador de São Paulo e afilhado político do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Jose Serra (PSDB), e o prefeito da cidade, Gilberto Kassab (DEM). O que a imprensa tem escondido, buscando culpar a população pelo lixo jogado nas ruas, é que o Governador Jose Serra foi avisado no fim do ano passado de que as represas não aguentariam as chuvas de verão e de que sua decisão de acabar com a limpeza da calha e com o desassoreamento do Rio Tietê, tomada logo que este assumiu o poder, após prometer a limpeza do rio, colocaria a população em risco. Por sua vez, Gilberto Kassab, logo após o início das chuvas reduziu drasticamente o número de pessoas dedicadas a coleta do lixo e limpeza na cidade. Sem dúvida, o maior absurdo de todos, foi outra decisão de Jose Serra que, com os olhos voltados para a eleição Presidencial, decidiu e ordenou o fechamento das principais represas do estado, de forma que acabou alagando bairros mais pobres, mas garantindo água aos bairros mais ricos, próximo ao período das eleições. Isto evitaria um eventual racionamento de água em meses mais secos que poderiam prejudicar sua campanha em 2010, expondo a gestão porca e fraudulenta do seu governo. Foi neste contexto de descaso, morte e doença que os moradores do Jardim Romano decidiram mudar de postura. Foi um último lapso de esperança, no qual tentaram ser ouvidos e atendidos. Afinal, não estavam exigindo nada que não fosse dever do estado e direito de cada uma dessas famílias desesperadas. O que eles conquistaram? Nada. A Polícia Militar de Jose Serra recebeu os manifestantes com sprays de pimenta e porradas de cassetetes. Estas famílias suportaram uma dor que poucos dos que estão lendo este texto já sentiram. Uma dor que ultrapassa a barreira da dor física. Viram tudo o que conquistaram na vida ir embora, perderam entes queridos e estão dispostos a começar de novo, como todo bom pobre guerreiro brasileiro. A maior dor de todas deve ter sido ver que aqueles dois homens outrora tão simpáticos em suas propagandas de TV os receberam na porrada, sem chance, sem piedade. Porrada e proibição! Esta é a lei imposta no estado mais rico do país pelo Governador José Serra, que, infelizmente, pode vir ainda a ser o próximo Presidente da República.

Jornal da Globo chega à beira do precipício ao mentir

In Dishumor Total on 30/10/2009 at 15:53

Pelo navegante Laet Luis Gaspar Meneses Lima de Oliveira no Conversa Afiada

Assistir à Globo é um ato sado-masoquista. O PIG faz força pra chamar a atenção, ranzinza, negativo, falando só de desgraças e chateações e o pior, mentindo descaradamente. Mas só consegue se distanciar do povo. Quem consegue ficar ao lado de alguém assim? Ainda mais arrogante e sem a mínima autocrítica?

Nesta noite o Jornal da Globo chamou seus fuzileiros de plantão e calamitosamente decretou o fim do Mercosul. Arnaldo Jabor diz que Mercosul já é uma droga, imagina agora com a entrada da Venezuela. Sardenberg diz que Governo americano gasta muito melhor do que o brasileiro. Provou que o Brasil, pais que melhor enfrentou a crise, foi o que fez a pior campanha no mundo com relação aos gastos públicos. Deduz-se que o resultado avesso as suas teses é porque tivemos sorte e Deus é brasileiro. A Globo utiliza o esquema da “pirâmide invertida”, aonde a informação mais importante vem na manchete, depois se preenche a matéria com as informações (teoricamente) menos importantes. Rompendo com a hierarquia da informação, inaugurou um novo estilo jornalístico: “O Hitchcock às avessas”, criando um filme de terror visto de traz pra frente. Lançam o pânico no primeiro instante do jornal, com uma mentira ou informação distorcida que não tem valor algum em relação à verdade. Assustam e causam náuseas, para aturdir e desestimular a audiência. E vão aos poucos diminuindo a dose, para se desmentir se possível, de forma sutil ao final do jornal, terminando por desejar uma boa noite com um cínico sorriso de quem está querendo dizer “se você ainda for capaz”. Melhor seria terminar ao estilo Jack Palance: “Acredite, se puder…”.

Entre o país da esperança e o país do desespero

In Dishumor Total on 22/09/2009 at 14:17

Estou retornando de uma longa viagem. Uma viagem que fiz ao país da esperança. Agora, cá estou eu, novamente no país do desespero. Um país que em breve decidirá novamente seu futuro. O que poucos sabem é que jornalões e emissoras corruptas já fizeram a escolha por eles. Porém, a voz do povo está ganhando espaço na mídia mais livre de todas e a qual condenará os atuais órgãos dessa imprensa suja e que torce contra seu povo. Institutos ligados aos jornais divulgam pesquisas compradas, os jornais transformam o belo em podre e o podre em belo. Enquanto os avanços desse país são reconhecidos todos os dias pela imprensa internacional, nossa própria imprensa bate forte, pois seus interesses estão intimamente relacionados à intenção de manter as pessoas na miséria, enquanto enchem seus bolsos com a “boa vontade” de governantes corruptos. Lincham diariamente empresas que são orgulho nacional, pois querem fazer com que o povo acredite que nas mãos de magnatas do mercado financeiro estas serão mais produtivas. Há tempos atrás, o descontrole privatizante de 8 anos do governo de Fernando Henrique Cardoso mostrou que não poderiam estar mais errados. Junto com sua horda de ratos ele vendeu metade do país. A outra metade, pelas mãos da imprensa, pode acabar nas mãos de José Serra, que não tem outro objetivo a não ser o de acabar com o desmonte do país e enriquecer os que já são podres de rico. Olhe para São Paulo! Não pela lente da Rede Globo, que dispensa enorme energia em esconder a real situação do estado mais rico do país. A polícia foi desmontada, a insegurança reina nas esquinas e o governo autoriza invasões em favelas que mais lembram os confrontos do Oriente Médio. Em breve, José Serra irá terceirizar a saúde pública de todo estado. Aos que já esperam atendimento médico nas imensas filas poderão esperar só pela morte. Serão punidos por um governo que não acredita que pobres sejam humanos. São culpados, os migrantes, que ele não quis chamar de nordestinos, pelo desempenho ridículo das escolas e universidades do estado. Em nenhum momento pensou na sua política que entregou às grandes editoras racistas, até mesmo, a responsabilidade pelo material didático de nossas escolas. Quando era hora de negociar com estudantes, o governo resolveu na porrada, como foi o caso na USP. Quando era hora de negociar com policiais, o governo resolveu na porrada. Quando era hora de negociar com os pobres, o governo resolveu na porrada. Mas quando a cidade foi literalmente sitiada por quadrilhas de traficantes e assassinos, o governo se abriu para o debate e negociou, com os únicos com quem não deveria negociar. O PSDB de São Paulo, FHC, José Serra, Geraldo Alckmin e outros frutos desse ventre desmantelaram o nosso estado. Agora, querem o mesmo para o Brasil. Em 2010, escolha bem o seu candidato. Vote com a sua consciência limpa, mesmo que seja para eleger um analfabeto, um desdentado, uma anta ou um miserável. Peço somente que não eleja um corrupto. Em breve, teremos a oportunidade de escolher novamente entre o país da esperança ou o país do desespero.